Quando 1 + 1 é mais do que 2: interações que causam o Complexo de Doenças Respiratórias dos Suínos (CDRS) (2/3)

Jean Paul CanoJoaquim SegalésCarmen Cía

Redacción 333

28-Jan-2026 (há 3 meses 1 dias)

5. Quais são as ferramentas mais úteis para detectar o CDRS nas granjas?

Uma vez definida a estratégia diagnóstica, o passo seguinte é a vigilância, e é aí que muitas granjas falham. Como expressou Cano: “Se você espera os suínos começarem a tossir, já chegou tarde.” O objetivo não é apenas diagnosticar o CDRS quando ele já está visível, mas detectar os primeiros sinais de que algo está se instalando.

Segalés e Cano compartilharam diversas ferramentas e estratégias práticas para monitorar o CDRS de forma proativa:

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6. Quais são os fatores que influenciam o desenvolvimento do CDRS?

O CDRS não surge do nada. Segundo Cano, “os patógenos estão em toda parte; é o ambiente que decide quem adoece”. Por isso, duas granjas com infecções semelhantes podem apresentar resultados completamente diferentes.

Segalés e Cano destacaram que o CDRS não é alimentado apenas pelos patógenos, mas também pelas condições que permitem que eles causem dano. Quando o sistema já está sob estresse, até infecções leves podem evoluir para doenças graves.

A seguir, são apresentadas as principais causas:

Em síntese, o ambiente da granja amplifica ou suprime o CDRS. Por isso, o manejo da ventilação, da densidade animal e do desenho do fluxo não é apenas uma questão de conforto, mas uma estratégia essencial de controle de doenças.

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7. A vacinação pode prevenir o CDRS?

Sim, mas não sozinha. Essa foi a mensagem clara tanto de Cano quanto de Segalés. Cano afirmou: “A vacinação é uma ferramenta, não um truque de mágica.” Não é possível usar a vacinação para compensar um manejo inadequado ou um fluxo de produção deficiente. Ambos reforçaram que as vacinas são essenciais, especialmente contra os agentes virais primários como PRRSV, IAV e Mycoplasma hyopneumoniae, mas sua eficácia depende de três fatores-chave:

Quanto às vacinas bacterianas (como APP ou Pasteurella), os palestrantes lembraram que devem ser utilizadas de forma seletiva e apenas após confirmar sua relevância na granja, por meio da avaliação de lesões e de exames laboratoriais.

Em resumo: a vacinação pode reduzir significativamente o impacto do CDRS, mas apenas quando é baseada em diagnóstico, aplicada no momento correto e integrada a uma estratégia mais ampla de controle. Como resumiu Segalés: “As vacinas fazem parte da orquestra, mas não tocam sozinhas.”