Tratamento de progesterona injetável de ação prolongada antes da indução da puberdade em matrizes

Baldessar P, de Brito CRC, Johann H, Schultz C, Peripolli V, Moreira F, Lucia T, Ulguim RR, Gasperin BG, Bianchi I, Long-acting injectable progesterone treatment prior to puberty induction in gilts. Domestic Animal Endocrinology. 2023; 84–85: 106807. https://doi.org/10.1016/j.domaniend.2023.106807.

05-Mar-2024 (há 2 anos 1 meses 24 dias)

A progesterona desempenha um papel crítico no alcance da puberdade de fêmeas na maioria dos animais de produção. Contudo, não existem estudos que avaliem o efeito do tratamento com progesterona antes da exposição ao macho na indução da puberdade em matrizes jovens.

Métodos e resultados: Neste estudo, a concentração sérica de progesterona, a expressão do estro e o desempenho reprodutivo após o desafio com machos foram avaliados em leitoas tratadas por via intramuscular com progesterona de ação prolongada antes do desafio com machos. No experimento I, fêmeas pré-púberes receberam 1 ml de solução salina (controle) ou tratamento intramuscular com progesterona (150 mg, 300 mg ou 600 mg; n = 6 por tratamento). A concentração sérica de progesterona nas matrizes tratadas foi maior em comparação com o grupo controle por pelo menos 8 dias para os grupos P4300 e P4600, mas maior até depois de 16 dias apenas para aquelas tratadas com 600 mg. Nos experimentos II (pré-púbere) e III (peripúbere), as matrizes receberam solução salina (controle) ou 300 mg de progesterona por via intramuscular, e aquelas que apresentaram sinais de cio foram inseminadas artificialmente, enquanto as fêmeas sem sinais de cio foram sacrificadas. Nas matrizes pré-púberes (Exp. II), a taxa de expressão de cio não diferiu entre as fêmeas do grupo controle (79,1%; n = 110) e aquelas tratadas com progesterona (81,5%; n = 108). Nas matrizes peripúberes (Exp. III), embora a expressão do estro não tenha diferido entre as matrizes do grupo controle (77,6%; n = 106) e as tratadas com progesterona (69,6%; n = 102), as fêmeas tratadas com progesterona tiveram intervalos maiores (23,1 ± 1,4 dias) do tratamento até a expressão do estro em comparação ao grupo controle (17,1 ± 1,3 dias). Nos experimentos II e III, a proporção de matrizes descartadas com estruturas ovarianas compatíveis com ciclos estrais normais, taxa de partos e tamanho da leitegada não diferiu entre os tratamentos.

Conclusão: O tratamento intramuscular com 300 ou 600 mg de progesterona de ação prolongada foi eficaz na manutenção de concentrações elevadas de progesterona em matrizes pré-púberes durante pelo menos 8 dias. Contudo, o tratamento com progesterona durante este intervalo de tempo não melhorou o desempenho reprodutivo das fêmeas pré-púberes e peripúberes.