K. Davies, L. C. Goatley, C. Guinat, C. L. Netherton, S. Gubbins, L. K. Dixon, A. L. Reis. Survival of African Swine Fever Virus in Excretions from Pigs Experimentally Infected with the Georgia 2007/1 Isolate. Transboundary and Emerging Diseases. Volume 64, Issue2. April 2017. Pages 425-431. https://doi.org/10.1111/tbed.12381
02-Jan-2020 (há 6 anos 3 meses 27 dias)O vírus da Peste Suína Africana (PSA) provoca uma doença hemorrágica letal em suínos que pode ser transmitida através do contato direto com animais infectados e as suas excreções ou contato indireto com fômites contaminados. A eliminação do vírus em suínos infectados e a estabilidade deste vírus no ambiente determinará a extensão da contaminação ambiental. Com os recentes surtos de PSA na Europa tornou - se essencial o desenvolvimento de modelos de transmissão de doenças para traçar estratégias de controle eficientes e, assim, evitar uma maior disseminação da PSA.
O presente estudo avaliou a eliminação e estabilidade do vírus da PSA nas fezes, urina e fluídos orais de suínos infectados com esse vírus.
Os resultados mostraram uma vida média do vírus da PSA na forma infectante nas fezes entre 0,65 dias quando armazenado a 4° C a 0,29 dias quando armazenado a 37° C, enquanto que na urina esses valores variaram entre 2,19 dias (4° C) a 0,41 dias (37° C). Com base nestas semi-vidas e nas doses estimadas necessárias para a infecção, podemos inferir que as fezes e a urina podem ser fontes de infecção durante 8,48 e 15,33 dias a 4º C e 3,71 e 2,88 dias a 37º C, respectivamente. A vida média do DNA do vírus da PSA foi de 8 a 9 dias nas fezes e de 2 a 3 dias no fluído oral em todas as temperaturas avaliadas. Na urina, observou-se que a vida média do DNA foi de 32,54 dias a 4° C, diminuindo para 19,48 dias a 37° C.
Estes resultados indicam que a presença do vírus da PSA nas excreções de suínos pode ser uma via importante de transmissão da doença.