Sistemas para alimentação de fêmeas na maternidade (II)

Joan Wennberg i Rutllant
24-Jan-2020 (há 6 anos 3 meses 5 dias)

Os sistemas ou mecanismos para alimentação das fêmeas na maternidade foram se modificando à medida que as granjas adotam as novas tecnologias.

No primeiro artigo, discutimos os sistemas mais tradicionais (alimentação manual, dosadores e cochos).

Neste artigo vamos discutir os sistemas que foram implementados nos últimos anos, com o objetivo de:

Feeding ball

Existem vários desenhos de comedouro com dispositivos tipo bola ou associados a dosadores.

Embora o sistema mais conhecido seja o feeding ball, diferentes empresas têm desenhos semelhantes.

Sistema de alimentação com dosador.

Este sistema de alimentação permite que o dosador seja utilizado antes do parto e nos primeiros dias após o parto, para controlar a alimentação da fêmea e limitar a quantidade de alimento, aumentando progressivamente até o 7º ou 10º dia de lactação. A partir desse momento, o dosador é colocado ao máximo, de modo que o funil inferior seja preenchido e a porca decida a quantidade que deseja comer.

Vantagens do sistema:

Observações:

Sistemas eletrônicos de alimentação a seco

Nos últimos anos, começaram a ser usados sistemas eletrônicos onde a alimentação é controlada por uma curva de consumo introduzida por um software.

Estes sistemas simulam, de certa maneira, o modo de funcionamento da alimentação líquida. Neles, uma ou várias curvas de consumo são determinadas e a cada fêmea que chega na maternidade uma curva é atribuída.

À medida que os dias de lactação avançam, a fêmea recebe mais ração, seguindo a curva marcada.

Sistema eletrônico de alimentação a seco.

Vantagens do sistema:

La mayoría de estos sistemas descargan la ración en porciones de pocos gramos

Observações:

Alimentação líquida

Muito utilizado em países da Europa, permite alimentar fêmeas através de curvas de consumo.

A maior vantagem é a econômica, pois permite o uso de sub-produtos que reduzem o preço da ração, embora a maior vantagem seja obtida na fase de engorda e não na fase de lactação.

Existe a vantagem da maior ingestão de água pela fêmea quando se faz o uso do alimento diluído.

Os sistemas mais antigos descarregam toda a ração, independentemente da fêmea ter ingerido ou não a sua ração anterior. Em qualquer caso, eles precisam da supervisão e modificação da curva para evitar o desperdício de alimento.

Os sistemas mais modernos incorporam um medidor de nível (foto 4). Com alimentação líquida bem gerenciada, pode obter-se um excelente consumo de ração pelas fêmeas, mas isso requer um alto investimento inicial, além de excelente gestão do sistema e cuidadosa higienização das instalações.

Tolva con sensor de nivel.

Os novos sistemas também forçam mudanças no manejo e na maneira de observar os animais.

Com a alimentação manual ou dosador, os funcionários da maternidade estão presentes quando a fêmea se alimenta. Desta forma, é fácil verificar se uma fêmea se levanta para comer ou não e, em caso negativo, descobrir o que se passou e agir com rapidez.

Com a utilização dos novos sistemas, as fêmeas comem sem ninguém presente na sala, isso obriga uma mudança no manejo e controle dos os animais, é necessário se certificar que o dosador que faz a reserva de ração a deixou cair ou não, extrair as informações apropriadas do computador e etc.

Hoje em dia há diferentes opções para alimentar fêmeas na maternidade. Não existem sistemas perfeitos, todos têm suas vantagens e desvantagens.

Cada granja deve pensar qual é o mais adequado para suas condições de trabalho, genética e perfil dos seus funcionários.